Já se fascinou, aos 8 anos, sentiu frio na barriga, com a pipoca já gelada, os olhos parados, como se não houvesse a necessidade de piscá-los, para admirar trapezistas?
Eu sim.
São esses os seres mais cúmplices, para mim.
Assim funciona: existem dois tipos de trapezistas... os que seguram, ou seja, os aparadores... e os que saltam, volantes.
Precisa existir, entre eles, uma relação mútua de confiança, de fé, de atenção, de respeito pela vida. Um relacionamento muito especial.
Como pode imaginar, essa relação é importante, principalmente para o que salta, o que se lança.
Vem o balançar do trapézio... no mesmo ritmo... aparador e volante.
Num certo momento, o volante se lança, no nada, no vazio, e, a partir daí, seu trabalho é confiar, permanecer tranquilo e acreditar no olhar do aparador quando o balançar do trapézio se inicia. O do aparador, ter total atenção à vulnerabilidade momentânea do volante, respeitar e cumprir o olhar verdadeiro lançado no vai e vem do trapézio.
O Volante, então, espera pelas mãos fortes do aparador tocar seus braços, seguro de ter toda a atenção do companheiro, para agarra-lo com toda a força embutida no relacionamento tão importante para ambos.
O volante, conforme aprendizado, nunca deve tentar pegar as mãos do aparador, e sim esperar, confiar, ter fé e paciência. Afinal, ele está no vazio. Não há o que fazer. Apenas, confiar.
Eu sim.
São esses os seres mais cúmplices, para mim.
Assim funciona: existem dois tipos de trapezistas... os que seguram, ou seja, os aparadores... e os que saltam, volantes.
Precisa existir, entre eles, uma relação mútua de confiança, de fé, de atenção, de respeito pela vida. Um relacionamento muito especial.
Como pode imaginar, essa relação é importante, principalmente para o que salta, o que se lança.
Vem o balançar do trapézio... no mesmo ritmo... aparador e volante.
Num certo momento, o volante se lança, no nada, no vazio, e, a partir daí, seu trabalho é confiar, permanecer tranquilo e acreditar no olhar do aparador quando o balançar do trapézio se inicia. O do aparador, ter total atenção à vulnerabilidade momentânea do volante, respeitar e cumprir o olhar verdadeiro lançado no vai e vem do trapézio.
O Volante, então, espera pelas mãos fortes do aparador tocar seus braços, seguro de ter toda a atenção do companheiro, para agarra-lo com toda a força embutida no relacionamento tão importante para ambos.
O volante, conforme aprendizado, nunca deve tentar pegar as mãos do aparador, e sim esperar, confiar, ter fé e paciência. Afinal, ele está no vazio. Não há o que fazer. Apenas, confiar.
E aí começa nossa realidade, fora do picadeiro colorido e sem mais o som da buzina do palhaço que distribui algodão-doce.
A gente cresce... e tudo que acreditávamos, aos 8 anos, acaba se perdendo com atitudes insanas de pessoas que não têm para si a História dos Trapezistas.
Não conhecem a relação entre o aparador e o volante.
Não intuem que, ora serão aparadores, ora serão volantes.
Relacionamentos se baseiam em confiança, atenção e dedicação ... em termos almas de trapezistas. Em sermos sempre confiáveis. Em termos paciência com o próximo e conosco.
A falta de paciência, confiança, respeito e atenção, na maioria das vezes, são mais sentidas do que vistas.
E não sabemos mais esperar.
Não conhecem a relação entre o aparador e o volante.
Não intuem que, ora serão aparadores, ora serão volantes.
Relacionamentos se baseiam em confiança, atenção e dedicação ... em termos almas de trapezistas. Em sermos sempre confiáveis. Em termos paciência com o próximo e conosco.
A falta de paciência, confiança, respeito e atenção, na maioria das vezes, são mais sentidas do que vistas.
E não sabemos mais esperar.
A atenção nem sempre é cumprida com o mesmo empenho com que fazemos conosco. Nos transformamos em aparadores egoístas e frios.
Não sabemos qual o real significado de cumplicidade, confiança e respeito.
Não sabemos qual o real significado de cumplicidade, confiança e respeito.
A dedicação, podemos deixar para o dia seguinte, ou para o outro....
Existem aparadores que preferem viver todas as emoções possíveis, sem se preocuparem com o tipo de ferida, com a dedicação e atenção a serem dispensadas ao companheiro, com o momento único vivido pelo volante ao cair no picadeiro, em meio a um sonho de construir um belo espetáculo na vida, com o coração cheio de esperança.
O momento, para o volante, era único, era de fé e, para ele, verdadeiro.
Então o volante cai... e machuca...a alma.
Acaba aí a confiança.
Acaba a fé.
Esgota-se a cumplicidade.
Acaba o olhar.
E respeito não se reconstrói.
Acaba o sonho de um lindo espetáculo e de aplausos no final. Para o volante.
Existem aparadores que preferem viver todas as emoções possíveis, sem se preocuparem com o tipo de ferida, com a dedicação e atenção a serem dispensadas ao companheiro, com o momento único vivido pelo volante ao cair no picadeiro, em meio a um sonho de construir um belo espetáculo na vida, com o coração cheio de esperança.
O momento, para o volante, era único, era de fé e, para ele, verdadeiro.
Então o volante cai... e machuca...a alma.
Acaba aí a confiança.
Acaba a fé.
Esgota-se a cumplicidade.
Acaba o olhar.
E respeito não se reconstrói.
Acaba o sonho de um lindo espetáculo e de aplausos no final. Para o volante.
O Aparador permanece intacto, porém, se esquece que, a qualquer momento, no picadeiro da vida real, não tão colorida como todos os dias de circo, os papéis se invertem.
Afinal, somos todos trapezistas, ora volantes, ora aparadores.
Afinal, somos todos trapezistas, ora volantes, ora aparadores.
Por Ste Vieira
"Em muitos momentos de nossas vidas, não sabemos se somos volantes ou aparadores, não sabemos o que o outro espera de nós... saltar ou ser aparado? E aí vem o conflito, se os dois saltam, se chocam, perdem a confiança, simplesmente por estarem fazendo o mesmo papel, ou precisando somente de um aparador pra saltar...
Precisamos combinar os nossos momentos, sem ensaios técnicos, sem combinação prévia, simplesmente a conspiração do momento certo... e aí sim... encontramos nossos aparadores no nosso momento volante e aparamos em nosso momento aparador!
Com a dignidade de desempenharmos bem o papel do nosso momento, para não ferir e ser ferido...
O momento certo... qual será o meu papel neste momento???
Essa pergunta sim, é difícil de responder..."
Por Erika Andrade
"Estava aqui pensando no que disse em seu texto (Texto da Ste).. apenas pensando mesmo.. Que você, aqui, apenas leia, não é necessário nenhum "enquadramento".... Daí, pensei no sexo... E olha como um texto é sempre dado a diversas interpretações! Coisas que o próprio autor sequer imagina!
Esclareço: Imaginei-o comparado a uma relação sexual, seja lá qual for, e todas as suas possibilidades. Considero ser uma entrega gradativa, uma descoberta a dois... Onde o casal vem percebendo, dia a dia, aquilo que mais lhe satisfaz.. Observar aquilo que o parceiro/parceira mais gosta num momento de intimidade único.. a construção de uma cumplicidade, uma verdadeira entrega, assim como seu texto que também é baseado na confiança. Sinto falta disto até porque também defendo a ideia de que é muito mais gostoso conquistar várias e várias vezes a mesma mulher. Muito melhor... Não, não... nada de deixar o outro cair sozinho. Se for prá cair que se caia junto; e que se levante junto também, naturalmente.. algumas pessoas confundem a gente e fazem com que pensemos que um relacionamento é um conjunto unitário ou até mesmo um conjunto vazio, mas não é não. O espetáculo descrito por você,assim como uma relação, penso eu, é a dois. Pronto, taí, um relacionamento é FUNÇÃO! rs...Já que toda função é uma relação binária, de A em B. Onde todo elemento do conjunto A é ponto de partida com contrapartida em um único elemento de B. Tem risco no vazio não.. Basta adequar a flecha, a contrapartida.. O show tem que continuar.."
Por Autor DesconhecidoEsclareço: Imaginei-o comparado a uma relação sexual, seja lá qual for, e todas as suas possibilidades. Considero ser uma entrega gradativa, uma descoberta a dois... Onde o casal vem percebendo, dia a dia, aquilo que mais lhe satisfaz.. Observar aquilo que o parceiro/parceira mais gosta num momento de intimidade único.. a construção de uma cumplicidade, uma verdadeira entrega, assim como seu texto que também é baseado na confiança. Sinto falta disto até porque também defendo a ideia de que é muito mais gostoso conquistar várias e várias vezes a mesma mulher. Muito melhor... Não, não... nada de deixar o outro cair sozinho. Se for prá cair que se caia junto; e que se levante junto também, naturalmente.. algumas pessoas confundem a gente e fazem com que pensemos que um relacionamento é um conjunto unitário ou até mesmo um conjunto vazio, mas não é não. O espetáculo descrito por você,assim como uma relação, penso eu, é a dois. Pronto, taí, um relacionamento é FUNÇÃO! rs...Já que toda função é uma relação binária, de A em B. Onde todo elemento do conjunto A é ponto de partida com contrapartida em um único elemento de B. Tem risco no vazio não.. Basta adequar a flecha, a contrapartida.. O show tem que continuar.."
Nenhum comentário:
Postar um comentário